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25/06/2017 17:56

Futebol Asiático [Tópico Oficial]

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Darth Baric

Mensagens: 18120
Cadastro: 28/05/2012

Nível 5

Mensagem publicada em 25/06/2017 17:56
Tom Brady
Bom torcedor, *

O verdadeiro fiel
Assinatura
6-3-3
E o seu time, o que anda fazendo?

Pandora da Fiel

Mensagens: 68343
Cadastro: 13/08/2009

Nível 7

Mensagem publicada em 26/06/2017 08:29
COMO TAH MEU KAXIMA ANTLERS///

Edson-SPFC

Mensagens: 23250
Cadastro: 22/12/2010

Nível 6

Mensagem publicada em 26/06/2017 09:20
A maior surpresa sem dúvida foi o Iwaki FC, que disputa a Liga Provincial de Fukushima (equivalente à sétima divisão). Eles já haviam aplicado uma senhora goleada por 8x2 na fase anterior em cima do Norbritz Hokkaido, clube duas divisões acima. O que ninguém imaginava é que eles goleariam também um clube da primeira divisão. 5x2 contra o Hokkaido Consadole Sapporo.


achamos o São Pum japonês, que apanha de anão.

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Regulamento Paulistão 1990 (aprovado em 25.10.1989 pelo Conselho Arbitral = os 24 clubes da 1ª Divisão + FPF):
"Art. 50... § 2º No campeonato da primeira divisão de futebol profissional de 1990, não haverá descenso à divisão especial de futebol profissional..."

Divisão Especial = Série B (A-2 só existe desde 94)
Total equipes em 1990: 24
Posição final São Paulo: 15º (à frente de 9 equipes)

http://blogdobirner.virgula.uol.com.br/2007/11/06/1990-o-ano-em-que-o-sao-paulo-nao-caiu/

kamikazebr

Mensagens: 1841
Cadastro: 28/05/2012

Nível 2

Mensagem publicada em 27/06/2017 13:33
Edson-SPFC
A maior surpresa sem dúvida foi o Iwaki FC, que disputa a Liga Provincial de Fukushima (equivalente à sétima divisão). Eles já haviam aplicado uma senhora goleada por 8x2 na fase anterior em cima do Norbritz Hokkaido, clube duas divisões acima. O que ninguém imaginava é que eles goleariam também um clube da primeira divisão. 5x2 contra o Hokkaido Consadole Sapporo.


achamos o São Pum japonês, que apanha de anão.



tá puxado ser são pumzista
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PSN: kamikazebr

Pandora da Fiel

Mensagens: 68343
Cadastro: 13/08/2009

Nível 7

Mensagem publicada em 28/06/2017 08:27

FAROFAS AMAFIL

Mensagens: 6185
Cadastro: 26/11/2010

Nível 3

Mensagem publicada em 28/06/2017 14:50
Pandora da Fiel
COMO TAH MEU KAXIMA ANTLERS///

ta indo bem

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FFC

FAROFAS AMAFIL

Mensagens: 6185
Cadastro: 26/11/2010

Nível 3

Mensagem publicada em 28/06/2017 14:59
Na 7ª Divisão do Japão, brasileiro do Iwaki FC viveu a glória de derrotar time da elite


Um ano atrás, ele estava prestes a desistir do futebol. Já com 25 anos de idade e sem clube por um ano e meio, o carioca Uelligton Henrique Oliveira chegou a trabalhar como entregador, estoquista e vendedor, além de descobrir que seu segundo filho nasceria em breve. Ele não via mais perspectivas na carreira de jogador, até que um empresário veio com a proposta de jogar em uma liga amadora no Japão. "Um clube pequeno, mas se você for bem com certeza vão vir coisas melhores pra você". Ele não pensou duas vezes e embarcou para o outro lado do mundo. Mal sabia ele que o pequeno mas audacioso Iwaki FC, na sétima divisão, faria história na Copa do Imperador, não só ganhando do Hokkaido Consadole Sapporo, da primeira divisão da J-League, mas ganhando de goleada, por 5x2. Uma das maiores zebras de todos os tempos na competição. Uelligton, zagueiro que veste a camisa 30 do Iwaki, faz parte dessa história. E contou para a gente com exclusividade sobre sua trajetória. Confira:


De Patrick Vieira na base a zagueiro no Japão

A carreira de Uelligton começou na base do Tigres do Brasil, onde foi campeão carioca sub-20 em 2009. "Me apelidaram de Patrick Vieira ou Yaya Toure por causa da minha estatura alta hoje com 1,90 m e meu posicionamento. Sempre joguei de volante ou meia", conta. Em 2010 ganhou o primeiro contrato como profissional, no Santo André. Em seguida passou por Varginha Esporte Clube (2010), Rio Branco-RJ (2011), Quissamã-RJ (2012-13), Roma Apucarana-PR (2013), até que em 2014 teve a primeira experiência no Japão, pelo ReinMeer Aomori na Liga Regional de Tohoku (Região Nordeste), equivalente à quinta divisão. Em agosto de 2016 chegou ao Iwaki, foi convertido em zagueiro e tem jogado pela esquerda em um sistema 3-4-3. "Fico mais preso e dou liberdade ao zagueiro que joga do lado direito avançar. Às vezes o treinador pede pra eu subir, às vezes pede pra eu segurar, mas a comunicação é difícil porque eu não tenho intérprete", explica.



No Tigres do Brasil, em 2009, Uelligton jogou ao lado do zagueiro Fábio Aguiar, hoje no Gamba Osaka. "Como eu morava perto do CT e ele morava no CT, estávamos sempre juntos. Ele era uma categoria acima de mim, quando fui para os juniores ele já estava no profissional, mas sempre que tinha jogo importante ele descia pro júnior pra jogar. Sempre foi um cara humilde que respeita todos. Depois que saí do Tigres e ele foi emprestado, perdemos contato. Quando vim pra cá Japão, alguns dos nossos amigos em comum me falaram que ele estava aqui. Desde então mantemos contato e ele sempre me convida para ir até a casa dele." Na foto, os dois estão em pé; da esquerda para a direita, Uelligton é o terceiro e Fábio é o quarto / Foto: Arquivo pessoal


O drama de não ter time para jogar

Ao fim do contrato com o ReinMeer Aomori em 2014, Uelligton passou uma semana no Fukushima United (J3) fazendo testes antes de retornar ao Brasil. Ele voltaria ao Japão no início de 2015, mas seu primeiro filho tinha nascido há pouco tempo e na mesma época ele recebeu um convite de seu antigo treinador no Tigres para participar da Segundona Carioca pelo Gonçalense. "Eu já tinha ficado cinco meses longe do meu filho. Aceitei o projeto e fui, me apresentei em novembro. Mas eles não conseguiram fazer minha transferência, como se eu ainda estivesse preso ao antigo clube. Em março eu perdi meu empresário, aí as coisas ficaram ainda mais difíceis. Fiquei lá até maio sem jogar e me mandaram embora. Eu já tinha perdido as esperanças de voltar a jogar. Comecei a trabalhar em agosto. No começo de 2016 entrei em contato com o treinador que pediu minha contratação pro Santo André. Ele pediu pra eu largar tudo e ir pra São Paulo. Larguei meu emprego e fui pro XV de Jaú no começo de 2016. Lá fiquei um mês só, porque não conseguiram a transferência de novo. Aí eu falei 'Chega, não quero mais. Vou trabalhar.' Voltei pra casa e comecei a procurar emprego, emprego, emprego... Até que o empresário que me trouxe pra cá em 2014 entrou em contato comigo e falou que ia me levar de novo. Tirei o visto pra ir, mas deu três meses, o visto venceu e nada. Minha ex-esposa ficou grávida de novo e eu desempregado. Conversei com minha mãe e falei 'Larguei, não quero mais futebol, vou parar. Agora tenho dois filhos, vou trabalhar.' Mas o empresário entrou em contato comigo de novo, tirei o visto de novo e em agosto do ano passado vim pra cá. Graças a Deus, vim, fiquei e renovei pra este ano."

Sozinho, longe da família e sem medo de morar em Fukushima

"Tudo que faço não é pensando em mim, mas nos meus filhos." Com esse pensamento, Uelligton deixou a família no Brasil e partiu sozinho para o Japão. Admite que a saudade é grande. "Vejo meus filhos pela chamada de vídeo só. Falo mais com meu filho de três anos e com a mãe dele. Vejo meu bebê que nasceu agora há pouco tempo, tem cinco meses. Dá pra matar um pouco da saudade", diz. O fato da cidade de Iwaki localizar-se apenas 60 quilômetros ao sul da usina nuclear de Fukushima onde houve o vazamento em 2011 também não o intimidou. "Eu confio muito em Deus. Se ele me trouxe pra cá é porque ele tem um propósito, ele tem grandes coisas pra mim. Sim, eu fiquei um pouco assustado. Mas com medo, não. Até porque ano passado, quando eu cheguei aqui, teve risco, e aqui venta muito. Teve um terremoto aqui que tremeu muito a minha casa. Teve um dia que eu acordei com as coisas da mesa tudo no chão. A gente fica assustado, mas eu entrego tudo nas mãos de Deus e ele sabe o que faz", afirma.


Superando a barreira do idioma

Uelligton não tem intérprete no Iwaki FC. Não fala japonês nem inglês. Precisa se virar para entender as instruções do técnico. Nada que não possa ser superado com dedicação e perseverança. "Na primeira vez que vim ao Japão, em 2014, fiquei quatro meses e deu para aprender um pouco, coisas básicas. Aqui no Iwaki, a maioria dos jogadores fala inglês. Eu não falo inglês, estou estudando por um aplicativo pra me comunicar melhor com eles. Às vezes acabo aprendendo alguma palavra em japonês de tanto repetirem nos treinos e no dia a dia. Tem um japonês que já jogou no México, que fala um pouco espanhol Nota: Reiji Sato, lateral, jogou no Monarcas Morelia, Águilas Reales de Zacatecas e Tecos FC entre 2012 e 2015. Às vezes ele não está nos treinamentos, porque trabalha na administração e cuida da categoria inferior, do sub-15. Mas ele sempre me orienta, me explica as coisas quando é dia de jogo ou quando tem evento do clube. Graças a Deus tô conseguindo me virar", anima-se.



Iwaki FC: Time de sétima divisão, estrutura de primeira

Ao chegar no novo clube, Uelligton encontrou tudo menos algo que lembrasse um time da sétima divisão. "A estrutura aqui é uma das melhores por onde já passei. Sem mentira, melhor até que muitos clubes da primeira divisão do Brasileiro", declara. "Apesar do status de amador, o profissionalismo aqui é muito grande, desde alimentação, suplemento, departamento médico, academia, fisioterapia, é coisa de primeira linha". A visão do clube é "mudar os padrões físicos do Japão", com particular atenção ao desenvolvimento da força e velocidade dos jogadores. "Aqui a intensidade dos treinos é bem maior que no Brasil. Quase não fazemos coletivos, fazemos mais treinos táticos e técnicos. Passes, jogo curto. Fazemos muita musculação, muito trabalho de força", explica. Para ajudar na recuperação pós-treino, existe até um "onsen" (banho de águas termais) dentro do vestiário. Os jogadores treinam no período da manhã e à tarde trabalham em uma distribuidora da Under Armour que fica dentro do próprio clube. "Nada muito cansativo ou desgastante. Eu particularmente não trabalho (risos), porque tenho dificuldades de me comunicar em japonês e em inglês", confessa o brasileiro.

No vídeo abaixo (em japonês), o presidente do clube, Satoshi Okura (48 anos), apresenta as instalações do Iwaki FC.


A grande zebra na Copa do Imperador

Qualquer time no Japão, seja amador, profissional ou até universitário, pode participar da Copa do Imperador. Para isso, existe uma eliminatória onde cada uma das 47 províncias define um representante (times da J1 e J2 pulam essa fase). A primeira surpresa aconteceu já na final da eliminatória de Fukushima, onde o Iwaki FC enfrentou o Fukushima United, clube profissional que disputa a J3, e venceu por 2x0. Na primeira rodada da Copa do Imperador, jogou contra o Norbritz Hokkaido, equipe amadora da quinta divisão, e goleou por 8x2. Em seguida, o maior desafio da recente história do clube: o Hokkaido Consadole Sapporo, da J1. Uma partida épica, que terminou 2x2 no tempo normal com três gols marcados nos acréscimos. O Iwaki, que duas vezes tinha saído na frente e sofrido o empate, fez mais três na prorrogação e decretou uma inacreditável vitória de goleada sobre um clube seis divisões acima

"Desde a final que tivemos contra o Fukushima United, a gente já estava estudando as estratégias, vendo os principais jogadores deles, o foco total era em como neutralizar as jogadas e em como a gente poderia surpreender eles. Era vídeo toda semana que o treinador passava pra gente", revela o zagueiro. Foram até realizados amistosos especialmente em preparação para o duelo contra o Sapporo pela Copa do Imperador. Mas os resultados não foram animadores: derrotas para Vegalta Sendai (1x5) e Yokohama FC (1x4). "Vou confessar que fiquei com um pé atrás para o jogo contra o Sapporo depois dessas duas derrotas. Mas sabíamos que se a gente fizesse tudo aquilo que nos preparamos pra fazer e anulássemos tudo do Sapporo que estudamos... Acho que não uma vitória tão larga, mas poderíamos surpreender eles", reiterou.


Projeto ambicioso com investimento da Under Armour

O Iwaki FC já existia desde 2012, mas o clube considera 2015 como data oficial de fundação, quando passou a existir como empresa após firmar parceria com a Under Armour, companhia americana que fornece equipamentos e apoio financeiro. O investimento no primeiro ano fiscal foi de 3 bilhões de ienes (R$ 88,5 milhões). Desde então toda a estrutura tem sido construída e o time tem subido de divisão ano após ano. Foi campeão na Liga Provincial de Fukushima Divisão 3 em 2015 e na Divisão 2 em 2016, ambas com 100% de aproveitamento. No ano passado, foram 93 gols marcados em 10 jogos da liga e só um sofrido. Este ano, a liga provincial só teve a primeira rodada: vitória por 10x0. Contando todas as partidas por competições oficiais disputadas em 2017, são 12 jogos, 12 vitórias, 85 gols marcados e quatro sofridos. "O nível dos jogadores aqui para a nossa divisão é muito alto. Ano passado só ganhamos um jogo de 1x0, foi o último da liga. O resto, foi tudo de goleada. A maioria dos adversários são estudantes, jogadores que não treinam todo dia, tem toda essa diferença", explica Uelligton.


Amistosos e jogos-treinos do Iwaki FC contra equipes profissionais em 2017:

18/02 - 3x5 Grulla Morioka (J3)
05/03 - 1x1 Blaublitz Akita (J3)
13/03 - 1x1 Tochigi SC (J3)
25/04 - 5x2 Montedio Yamagata (J2)
01/05 - 2x2 Fukushima United (J3)
15/05 - 2x2 Fukushima United (J3)
22/05 - 2x2 SC Sagamihara (J3)
05/06 - 1x3 Machida Zelvia (J2)
10/06 - 1x5 Vegalta Sendai (J1)
11/06 - 1x4 Yokohama FC (J2)
26/06 - 3x0 Fukushima United (J3)

Este é o proposto futuro estádio do Iwaki FC. "Se eu não me engano, o projeto é estar em 2025 na J1, na primeira divisão. O projeto é grande e audacioso", completa Uelligton.

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