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08/03/2017 13:34

Amanda Nunes desabafa após polêmica com Ronda: “O UFC não pode ter favoritos”

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Galo Doido!

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Amanda Nunes foi eleita a melhor lutadora do mundo na temporada 2016 - Diego Ribas


Campeã peso-galo (61 kg) do UFC e eleita a melhor lutadora da temporada 2016 na premiação 'MMA Awards', Amanda Nunes se tornou uma referência no esporte. Mas ao mesmo tempo em que carrega um estilo agressivo dentro do octógono, o discurso franco e direto também marca sua trajetória fora dele a ponto dela própria se adiantar e emitir um pedido público de desculpas para Ronda Rousey. Postura essa que, na verdade, teria relação direta mais com o torneio do quem com a ex-rival.

Tudo começou quando logo após o triunfo sobre Ronda, no dia 30 de dezembro do ano passado, Amanda não economizou em suas frases e decretou diante das câmeras e microfones que o tempo da judoca estava acabado e que ela deveria se aposentar. Tamanha agressividade repercutiu instantaneamente no mundo das lutas e a brasileira usou suas redes sociais para, semanas depois e já de cabeça fria, se desculpar pelo tom adotado e pregar respeito pela atleta responsável pelo ingresso do MMA feminino no UFC. Mas passados mais de dois meses do início da confusão, a 'Leoa' consegue analisar tudo com calma.

De acordo com a atleta de 28 anos, tudo não passou de um desabafo que foi motivado pela diferença de tratamento dada pelo UFC às atletas. Ela, como campeã, sequer teria sido questionada se gostaria de participar ou não das atividades de promoção do show. Afinal, como Ronda, que estava voltando à ativa após um ano de reclusão depois da derrota para Holly Holm, se recusou a conversar com a imprensa, Amanda também foi retirada do cronograma.

"Ali depois da luta, aquela ali não era eu de verdade", narrou em conversa com a reportagem da Ag. Fight. "Todo o camp de divulgação para a luta foi falando da Ronda. Tudo isso eu estava engolindo para ficar bem para a luta. Mas tudo aquilo que eu estava engolindo, estava me ferindo. Quando cheguei na semana da luta... Fui para Las Vegas duas semanas antes e quando cheguei lá ela não queria fazer os compromissos e eles não me deram a oportunidade de fazer as coisas. Aí foi a gota d'água. Fiquei chateada, não me deram oportunidade de fazer nada, estava à merce da Ronda. Se ela não quisesse, eu faria o treino aberto, farei coletiva... Mas porquê ela não quis, me tiraram sem nem me falar nada. Soube através de um jornalista".

Tal postura da organização não apenas chateou a campeã, mas também a fez pensar sobre como o esporte funciona. Afinal, os recentes acontecimentos provam que as chamadas 'money fights', ou seja, lutas que rendem mais dinheiro, são mais aclamadas e valorizadas por fãs e promotores. Situação que desagrada a baiana, que pede publicamente para que o UFC não privilegie mais nenhum de seus atletas.

"Infelizmente, ainda tem favoritos no UFC, coisa que não era para existir. O favorito era para ser o campeão. Sou feliz e vou continuar a provar que sou a melhor do mundo. Todo atleta precisa de dinheiro, sei que foi grande para mim e sei que se fosse outro nome eu não teria ganho tanto. Mas o MMA está crescendo muito e a campeã sempre tem com quem lutar. Não podem só dar ênfase em quem gostam porque trouxe o MMA feminino para o UFC. Não digo que eles esqueçam a Ronda, mas ela não vai ser campeã mais. Tem que parar de ter favoritos e trabalhar no show"

Em um bate-papo por telefone de quase uma hora Amanda detalhou de forma franca e direta os bastidores da polêmica declaração sobre Ronda Rousey, o pedido de desculpas e traçou seus planos para 2017. Confira a entrevista na íntegra a seguir:

Ag Fight: Como estão suas férias no Brasil? Fica até quando?
Amanda:
Estão ótimas. Passei duas semanas com minha avó e minha mãe na minha cidade e agora estou em São Paulo e depois vou para o Rio de Janeiro fazer alguns compromissos com o UFC. Depois volto mais uma semana com eles. Queria ficar três semanas lá com eles, mas como tinhas essa semana com o UFC por aqui, não deu.

Ag Fight: Amanda, o que mudou na sua vida desde a vitória da Ronda? Depois da luta você chegou a mencionar que a vitória poderia mudar muita coisa...
Amanda:
Claro que o mundo todo, depois desta luta, conhece quem é Amanda Nunes. Mas assim, claro que a luta gerou mais dinheiro, e claro que toda atleta precisa ter uma situação financeira estável para dar continuidade nas preparações para a luta... Mas a única coisa que mudou mesmo foi a situação financeira (risos). Claro, estou fazendo mais entrevistas, trabalhando bastante no marketing também, mas não mudou muita coisa.

Ag Fight: Já se acostumou com o aumento de entrevistas e os pedidos de autógrafos?
Amanda
: Dá para administrar. Tudo no momento certo. Já acostumei, sim, está bacana. Dá para gente marcar direitinho cada entrevista, ter tempo para tirar fotos com os fãs... Quando tem muito ao mesmo tempo, tem que organizar na hora, mas tudo tem seu momento certo...

Ag Fight: Você mencionou o trabalho com marketing. Conta com alguma empresa para te auxiliar,por exemplo,com redes sociais?
Amanda:
Não, isso eu mesma faço (risos). Assim, tem dias que eu não posto nada e tem dias que acordo e vou no computador. É mais quando estou com vontade que fico mais tempo na internet. Mas faz arte do trabalho. As pessoas querem ver meu passo a passo. eles gostam quando postam algo. Mas não precisa de ajuda para isso. Depende mais de você. A página é pessoal, e eu posto minhas coisas as vezes. quando não posso a Nina ou a minha irmã postam.

Ag Fight: Falando em suas redes sociais, o seu post pedindo desculpas para a Ronda foi muito compartilhado. Porque você pediu desculpas? O que te motivou afazer isso?
Amanda:
Toda ferida tem tempo de cicatrização, e o UFC me machucou como campeã. Estava muito triste e ao mesmo tempo e raiva sobre como foi, Não pelo fato deles ovacionarem a Ronda daquela forma, isso não tem problema nenhum, já que ela foi uma da pessoas que mais ajudou o MMA feminino. Mas acredito que ela teve o tempo dela e foi campeã, fez um bom trabalho. Mas tem uma nova campeã. É por isso que existe o cinturão: eu era a campeã e ela era a desafiante. Tudo bem darem ênfase para ela, mas tem que falar da campeã. É disso que se trata o cinturão, sobre ser a melhor do UFC. Tem que diferenciar, a Ronda deu um passo atrás na carreira. Mas comigo foi diferente, eles esqueceram de mim completamente, parecia que ela lutaria com ela mesma. Me perguntei se é necessário mesmo ter o cinturão.

Ag Fight: E é necessário ter cinturões em tempos de 'money fights'?
Amanda:
Eu gosto muito de ser campeã, trabalhei muito para isso. Estou orgulhosa de mim. Infelizmente, ainda tem favoritos no UFC, coisa que não era para existir. O favorito era para ser o campeão. Sou feliz e vou continuar a provar que sou a melhor do mundo. Todo atleta precisa de dinheiro, sei que foi grande para mim e sei que se fosse outro nome eu não teria ganho tanto. Mas o MMA está crescendo muito e a campeã sempre tem com quem lutar. Não podem só dar ênfase em quem gostam porquê trouxe o MMA feminino para o UFC. Não digo que eles esqueçam a Ronda, mas ela não vai ser campeã mais. Tem que parar de ter favoritos e trabalhar no show.

Ag Fight: Mas o que de fato de incomodou em relação a Ronda?
Amanda:
Ali depois da luta, aquela ali não era eu de verdade. Todo o camp de divulgação para a luta foi falando da Ronda. Tudo isso eu estava engolindo para ficar bem para a luta. Mas tudo aquilo que eu estava engolindo, estava me ferindo. Quando cheguei na semana da luta... Fui para Las Vegas duas semanas antes e quando cheguei lá ela não queria fazer os compromissos e eles não me deram a oportunidade de fazer as coisas. Aí foi a gota d'água. Fiquei chateada, não me deram oportunidade de fazer nada, estava à merce da Ronda. Se ela não quisesse, eu faria o treino aberto, farei coletiva... Mas porquê ela não quis, me tiraram sem nem me falar nada. Soube através de um jornalista.

Ag Fight: Mas depois da luta você já conversou com o Dana White sobre isso?
Amanda:
Não conversamos,mas a única que eu fiquei na cabeça é que eu não queria atacar a Ronda daquela forma. Mas ela tem uma porcentagem nisso. Mas foi o show que me excluiu total da promoção da luta. No momento eu não pensei. Estava ferida e magoada, e isso me exaltou. Por isso o pedido de desculpas. Não era para ser para a Ronda apenas, mas depois do que ela fez com a Miesha, com a Holly Holm e as pessoas ainda protegerem ela como se só tivesse coisa boa... Então acabou que eu não segurei. Eu respeito minhas oponentes, mas naquele momento...

Ag Fight: Ok, deixando a Ronda de lado um pouco. Você disse no início do ano passado que venceria três lutas e terminaria com o cinturão e venceria a Ronda. Esperava que fosse dar tudo tão certo assim? Quais previsões faz para 2017?
Amanda:
Com certeza eu sabia. Eu estou em uma fase muito boa, estou com equilíbrio dentro e fora do cage. Quando você consegue se encontrar, você só tem a ganhar. Agora estou confiante, inteligente e mais calma. Consigo ver mais a luta de fora. Por exemplo, eu luto como se estivesse assistindo de fora. Não consigo explicar, mas sabe quando você vê a luta do sofá e imagina que se desse um golpe naquela ângulo entraria? Eu consigo lutar vendo de fora agora (risos).

Ag Fight: Mas e quanto às suas previsões?
Amanda:
Para 2017 eu quero lutar no meio do ano, junho ou julho, por aí, e quem sabe de novo no final do ano.Mas não quero lutar tanto. Duas vezes no máximo, porquê no ano passado eu lutei três vezes e eu senti dores musculares. Então,penso mais em conservar meu corpo. Tenho 28 anos e tenho dores. Se eu puxar meu corpo como fiz ano passado, vou exigir demais. Assim a lesão vem mais rápido... E eu não sou uma atleta que permaneço na dieta fora do camp. Não vou mentir, eu gosto de comer. E esse efeito sanfona acaba com o corpo. Agora estou com 71 kg, mais ou menos (risos).

Ag Fight: Você mencionou junho ou julho. De cards numerados temos Rio de Janeiro e Las Vegas. Qual prefere?
Amanda:
Se for para escolher, como estou acostumada, lutaria em Las Vegas. Gosto muito, tenho tudo certinho lá. Desde academia para treinar ao mercado onde compro comida. Sei onde estão as coisas para facilitar a vida. Isso facilita para baixar de peso, ir na academia e até para me divertir. Em Vegas eu já me sinto em casa. Mas, assim, gosto muito de lutar no Brasil, e se o UFC quiser, podemos conversar, porquê não? Vamos ver.

Ag Fight: Sua próxima adversária é a Valentina Shevchenko, e ela, sempre que pode, te provoca um pouco. Isso chega a incomodar?
Amanda:
Não, ela vai falar o que ela quiser. Ela nem deveria falar já que ela vai disputar o cinturão. Ela já sabe que vai lutar, isso de falar deveria ficar mais para quem quer lutar e quer garantir no papo. Não deveria queimar cartucho. Ela é dura, mas ela sabe que eu ganho dela. Sabe que vai perder para mim de novo, porque quem viu a luta sabe que ela perdeu dois rounds limpos. Não tem o que falar, se vai ser de cinco rounds ou de dois, ninguém sabe. Vou estar preparada para tudo. Nesse momento estou de férias. Mas daqui a pouco estou de volta e a gente se acerta, Valentina.

Ag Fight: Passando por ela, quem ainda teria na divisão? A Miesha parou, A ronda, Julianna Pena e Cat Zingano perderam... Não acha que a categoria deu uma travada?
Amanda:
Não sei, precisaria ver mais para frente. A McMann está vindo bem. Venci ela, mas agora ela vem de três vitórias seguidas. Se colocarem ela para mais uma e ela vencer,pode ser ela sim.Mas vai saber né? Se o UFC quiser agora colocar ela contra a Valentina para ver quem luta comigo eles marcam. Eles podem fazer oq ue quiserem e a gente nem sabe o que acontece (risos).

Ag Fight: E a possibilidade de subir de categoria? Você ainda tem esse desejo?
Amanda:
Isso foi o que eu falei (na época): 'Essa categoria é da Cris, mas ela caiu no antidoping'. Daí subiram duas meninas do 135 pounds. Uma vinha de duas derrotas e a outra nem no ranking estava. Subiram as duas pelo cinturão e a campeã (Germaine de Randamie) é a menina que eu já venci. Pedi para subir porquê eu posso ser campeã em duas categorias. O meu ponto de vista é que eram duas atletas da minha categoria e porque a Cris não estava na jogada na época.

Ag Fight: Mas você teria a vontade de lutar com a Cris Cyborg?
Amanda:
Não tenho a intenção de lutar com a Cris. Minha intenção era lutar com elas (Holly Holm e Germaine de Randamie), que eram da minha categoria. Mas a Cris está voltando e com isso não tenho interesse de subir. Ela vai ser campeã, quero ver ela campeã. Para lutar com ela teria que fazer trabalho de subir de peso e ganhar massa muscular. Eu já sou uma 135 pounds (peso-galo) pequena. Para fazer um trabalho desse eu precisaria de no mínimo um ano. Um trabalho de ganha de massa e de força.

Ag Fight: Para finalizar, uma curiosidade. Até pouco tempo atrás, você não costumava falar sobre o seu namoro. Depois do UFC 200, no entanto, um jornalista americano perguntou sobre a Nina e depois disso todo mundo começou a falar sobre o namoro de vocês. Você pareceu lidar super bem com isso, mas em algo momento falar da sua vida pessoal te incomodou?
Amanda:
Eu nunca falei sobre, mas nunca escondi. Também não para me promover ou para abrir minha vida. Na verdade, quem olhava minhas redes sociais já via fotos minhas com a Nina (Ansaroff), mas ninguém nunca tinha me perguntado, então não falava nada. Não falei porquê é normal para mim. Então, tenho não tenho porquê postar e anunciar. É normal para mim, eu nasci assim. Não é que eu virei e resolvi gostar de mulher.Desde que me entendo como gente eu já tinha uns crushs com as meninas. Cresci assim, sempre foi normal. Quando aconteceu, eu falei normalmente, mas foi aquela coisa (risos). Depois do beijo que demos no octógono, acabou o mundo, mas de uma forma boa (risos). Foi tão normal para a gente. Eu tinha que comemorar com alguém, e ela está 24 horas comigo.


http://agfight.band.uol.com.br/amanda-nunes-desabafa-apos-polemica-com-ronda-o-ufc-nao-pode-ter-favoritos/
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UH É GALO DOIDO UH É GALO DOIDO

Botachopp_

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Nível 3

Mensagem publicada em 10/03/2017 17:19
Moto Honda acabou
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Glicose é a nossa meta

JPDias

Mensagens: 3572
Cadastro: 31/05/2012

Nível 3

Mensagem publicada em 11/03/2017 21:00
Ela deu sorte, assim como o Weidman
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Eu sou o usuário que venceu a guerra contra uma tropinha de clones sem vergonhas que só inventavam notícia fake.

Sejam eternamente agradecidos a mim.

ZeusBH

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Cadastro: 31/05/2012

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Mensagem publicada em 12/03/2017 11:38
JPDias
Ela deu sorte, assim como o Weidman

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Vai, Cruzeiro!
Primeirino com orgulho!
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