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20/03/2017 06:54

Controle x jogo reativo: Santos e Palmeiras divergem estratégias em clássico bem jogado na Vila

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Pandora da Fiel

Mensagens: 66812
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Nível 7

RENATO RODRIGUES



Lucas Lima pressionado por Felipe Melo durante o clássico na Vila Belmiro


Acima de tudo, um bom jogo de futebol. Santos e Palmeiras fizeram um duelo rico de ideias na Vila Belmiro. Com estratégias diferentes, porém bem definidas desde o primeiro minuto, acabou prevalecendo a verticalidade da equipe de Eduardo Baptista. O time da casa, por outro lado, fez questão de ter a bola e fazer valer o modelo mais "controlador" adotado por Dorival Júnior. É fato que, dentro das propostas apresentadas, tivemos bons desempenhos.

Mais que analisar o 2 a 1 para o Palmeiras, o jogo em si nos trás uma reflexão bem importante: existem diversos caminhos e estratégias para se ganhar uma partida. Em vários casos nem se trata de "certo ou errado". Tanto que, pelo jogo em si, ficou bem claro que a vitória poderia ter sido para qualquer um dos lados.

A proposta santista foi mais incisiva. A equipe criou e mostrou um bom volume ofensivo durante quase toda partida. No fim das contas, apesar da derrota, o Santos teve uma boa atuação. Bolas na trave, bom aproveitamento de passes e muita construção baseada no jogo curto.

Já o Verdão de Eduardo Baptista, apesar de demonstrar grande evolução em propor o jogo em seus últimos compromissos, algo que o treinador tenta estimular em seus atletas desde o início do seu trabalho, preferiu voltar às suas origens da temporada passada.

Enquanto tinha a bola o Peixe buscava de forma incessante os movimentos de apoio e triangulações. Já os alviverdes abriram mão da posse. Mas assim que a bola era retomada, a estratégia era clara: acelerar o jogo e chegar o mais rápido possível no último terço do campo. Esse jogo mais reativo, inclusive, foi uma das grandes características da equipe treinada por Cuca no último Brasileirão.

Com Lucas Lima bem móvel e flutuando pelas beiradas, o Santos buscou a construção pelos lados do campo (veja a imagem abaixo). As principais jogadas aconteciam pela direita. Com Vitor Bueno, Victor Ferraz, Lucas Lima e algumas vezes até Renato, procurou gerar superioridade numérica no setor para chegar ao fundo do campo. Quando Bueno abria, Ferraz infiltrava por dentro. Já nos momentos que o meia-atacante centralizava a jogada, era vez do lateral explorar o corredor aberto. Foram diversas chances criadas assim. Faltou um melhor aproveitamento na conclusão.

DataESPN

Santos busca a triangulação para criar oportunidades pelas beiradas. Lado direito foi muito forte no clássico


A opção de Eduardo em colocar Keno na vaga de Michel Bastos já era uma grande mostra da proposta escolhida para o jogo. Junto com Dudu, Tchê Tchê e Borja, o atacante era um dos escapes nestas transições ofensivas. Atrás no placar, o Palmeiras chegou ao empate recuperando a posse ainda no campo ofensivo (veja na próxima imagem).

DataESPN

Jean pressiona e recupera a bola ainda no campo ofensivo. Rápida tabela com Roger Guedes rende o gol de empate


Em uma partida de 36 finalizações, sendo 20 delas certas (segundo o Footstats), os goleiros trabalharam muito. O Palmeiras, defesa menos vazada da competição, demonstrou alguns movimentos interessantes no seu momento defensivo/transição defensiva. Em um momento que Mina tentou carregar a bola para espaço vazio e a perdeu, usou bem compensação (perceba na imagem abaixo). Felipe Melo, por vezes, manteve a linha defensiva sustentada e "substituindo" o zagueiro. Manter a linha organizada, aliás, é algo que Eduardo Baptista tem tentado estabelecer desde sua chegada.

DataESPN

Felipe Melo faz a compensação de Mina, que está fora da linha defensiva. Conceito é muito importante


Antes muito questionado, o treinador alviverde vai, aos poucos, encaixando suas ideias e ganhando notoriedade em seu trabalho. O desempenho em clássicos, inclusive, tem sido decisivo para essa continuidade.

No lado do Santos, o trabalho tem que continuar. Mesmo com oscilações dentro da temporada, os alvinegros nunca abriram mão da sua forma de jogar. O resultado não veio, mas o desempenho neste domingo foi satisfatório. Que isso seja decisivo na hora de cartolas e torcida se posicionarem. Não é hora de "ligar a frigideira" para cima de Dorival.

Me sigam no Twitter: @rnato_rodrigues

E acompanhem as análises no Facebook: Renato Rodrigues

O Terror do Morumbi

Mensagens: 28518
Cadastro: 06/02/2012

Nível 6

Mensagem publicada em 20/03/2017 14:51
Mina destruindo o Palares e o DEUSlipe Melo salvando

Darth Baric

Mensagens: 17438
Cadastro: 28/05/2012

Nível 5

Mensagem publicada em 20/03/2017 18:16
Palmeiras é o Leicester brasileiro.
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6-3-3
E o seu time, o que anda fazendo?
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