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10/04/2017 07:57

Corrida da China expõe, de vez, a bela realidade da F1

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Pandora da Fiel

Mensagens: 68215
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Nível 7





Vamos bater um papo sobre o que aconteceu no movimentado GP da China, neste domingo, e associarmos com os ensinamentos da prova de abertura do mundial, dia 26, na Austrália? O exercício nos dará uma visão mais clara do cenário inicial da temporada e permitirá imaginar também o que faz sentido esperarmos das próximas corridas.

- Você já viu a classificação do campeonato depois das duas etapas?

Sebastian Vettel, Ferrari, e Lewis Hamilton, Mercedes, lideram a classificação, com 43 pontos, resultado de uma vitória a uma segunda colocação cada um. Exatamente iguais. Em terceiro aparece Max Verstappen, da RBR, com 25, por ter sido quinto e terceiro. Aliás, o holandês de 19 anos, apenas, deu outro show em Xangai, como havia feito no ano passado, no GP do Brasil, também sob chuva.


Lewis Hamilton e Sebastian Vettel se cumprimentam após o GP da China (Foto: Getty Images)


- Quem foram os pilotos mais eficientes até agora no mundial?

Depois do que vimos em Melbourne e neste domingo, dá para sequer questionar que Vettel, Hamilton e Max são os mais rápidos, regulares, arrojados, capazes de gerenciar a corrida nesse início de temporada?

Parece não ser um tema controverso. Os números ratificam essa maior eficiência dos três. Estamos ainda no início do campeonato, mas a classificação não é obra do acaso.

Vettel tem um companheiro de equipe, Kimi Raikkonen. Não enfrentou problemas com o equipamento, ao menos confirmados pela Ferrari, e foi quarto e quinto, somou 22 pontos, 21 a menos de Vettel.

O mesmo vale para Valtteri Bottas, o novo parceiro de Hamilton depois de Nico Rosberg deixar a F1. O finlandês obteve um terceiro e um sexto lugar, tem 23 pontos, 20 a menos de Hamilton. Neste domingo, por exemplo, rodou durante o período de safety car, caindo de quinto para 12º. Erro grave para um piloto da Mercedes.

Ferrari e Mercedes disponibilizam exatamente o mesmo carro e oferecem as mesmas condições, hoje, aos seus dois pilotos. Eles próprios confirmam.

- Por que Max está na frente de Raikkonen e Bottas se o modelo RB13-TAG Heuer da RBR é cerca de um segundo mais lento que o SF70H da Ferrari e o W08 Hybrid da Mercedes? É difícil responder? Não. Max tem se mostrado bem mais eficaz que ambos. Segundo muitos, é mais talentoso. E isso o leva a obter resultados melhores que os dois, mesmo dispondo de um carro menos veloz.

Agora responda, por favor: o piloto conta ainda na F1 ou não? O que estamos assistindo este ano, na estreia de um novo regulamento, bem distinto do anterior e mais seletivo, deixa clara a importância do piloto. Como sempre foi.

Obviamente para conseguir algo o piloto deve dispor de um carro e uma unidade motriz que não o façam ser 30 km/h mais lento nas retas, como é o caso de outro integrante do grupo dos mais competentes, Fernando Alonso e sua limitadíssima McLaren MCL32-Honda. Uma pena para o espetáculo, notadamente agora onde os mais dotados estão se sobressaindo mais.


- Que elementos temos para entender o mundial de construtores?

Ainda que nem sempre são reveladores da verdade, os números explicam o que está se passando na F1 após dois eventos, apenas. Mercedes lidera com 66 pontos seguida da Ferrari, 65. Desde os testes de Barcelona esse era o quadro sugerido pelo menos para o começo da disputa. Ambas têm quase o dobro de pontos da terceira colocada, a RBR, com 37.

Pois um abismo as separa das demais. Ficou ainda mais evidente no GP da China, realizado num circuito permanente e não improvisado, como em Melbourne. A quarta colocada é a STR, com 12 pontos, somente. Ainda mais importante: Max recebeu a linha de chegada a 45 segundos de Hamilton e o primeiro piloto não pertencente a Mercedes, Ferrari e RBR, o talentoso Carlos Sainz Junior, da STR, sétimo, a 1min12s. A partir daí, todos levaram uma volta.

Como custa muito dinheiro se aproximar dos três melhores, notadamente Mercedes e Ferrari, e esses times que estão atrás, com exceção da RBR, não dispõem de tantos recursos, é pouco provável que eles reduzam essa diferença enorme. Para piorar, as três primeiras vão possivelmente desenvolver seus carros mais dos que as demais. Assim a tendência não é a diferença diminuir, mas aumentar, ao menos este ano.

- Por que Felipe Massa esteve tão ausente da corrida?

Ele terminou em 14º, mesmo tendo largado em sexto, enquanto Max saiu da 16ª colocação no grid para chegar no pódio, terceiro. Bem, corridas cheias de alternativas, onde muitas variáveis entram em cena não são o forte de Massa. Mas só isso não explica performance tão distante até mesmo das escuderias que a Williams ainda parece estar na frente, Renault, Haas, Force India e STR.

Os modelos da Williams nos últimos três anos, os da introdução da tecnologia híbrida na F1, foram sempre um fracasso nas corridas com chuva, pisos de pouca aderência ou circuitos de elevada exigência de carga aerodinâmica, como Mônaco, Hungria e Cingapura. Como a dupla de engenheiros projetistas dos três modelos de 2014 para cá foi a mesma do FW40, não surpreende que, de novo, nas condições deste domingo Massa não pudesse impor um ritmo minimamente aceitável.

Os responsáveis pela área técnica da Williams, agora, são outros, liderados pelo novo diretor técnico Paddy Lowe, ex-Mercedes, sócio também de Frank Williams.

- Qual o saldo maior da F1 depois de duas etapas?

Vamos para o GP de Bahrein, terceiro do calendário, já no fim de semana, sem um favorito. Uma conquista do novo regulamento. E, tão bom quanto, com duas equipes em estágio de preparação muito semelhante. Não é apenas a luta entre Vettel e Hamilton que não nos permite mesmo supor quem se dará melhor no Circuito de Sakhir. A disputa entre Ferrari e Mercedes está na casa dos milésimos de segundo e qualquer uma pode vencer. É provável que siga sendo assim em Bahrein.

Mais dessa luta intensa: quando Vettel assumiu o segundo lugar em Xangai, neste domingo, na 39ª volta de um total de 56, tanto ele quanto Hamilton tinham os mesmos pneus macios. A Pirelli distribuiu também os supermacios e médios. Os pneus macios de Vettel tinham cinco voltas, pois havia feito o segundo pit stop na 34ª volta, e Hamilton, três voltas, em razão de parar na 39ª volta.

Vettel se aproximou no início, mas Hamilton, avisado pela Mercedes, acelerou e deixou evidente poder exigir mais do W08 Hybrid. "Em algumas voltas eu era mais rápido e em outras Sebastian", afirmou o inglês. Estamos falando de diferenças mínimas. É inegável que nos 5.451 metros do Circuito de Xangai Ferrari e Mercedes apresentaram rendimento impressionantemente próximos.

- Vettel deu a entender que se o safety car não tivesse sido acionado, na terceira volta, por causa de outra batida de Antonio Giovinazzi, da Sauber, no mesmo local do acidente de sábado, na saída da última curva, a história da corrida teria sido outra. Vettel não falou, mas deixou no ar a possibilidade de que venceria. Seria possível?

Vettel foi o primeiro, dentre os líderes, a entender que o pneus mais indicados, ou ao menos o que os permitiriam ser mais rápidos, eram os slicks, lisos, e não os intermediários, como iniciaram a prova, com exceção de Sainz Junior e Jolyon Palmer, Renault, já com os supermacios desde a largada.

O piloto da Ferrari entrou nos boxes na segunda volta para substituir os intermediários pelos macios aproveitando-se do safety car virtual gerado por Lance Stroll, parado na caixa de brita. Foi atingido por trás por Esteban Ocon, da Force India, ainda na primeira volta. Mas na volta seguinte, terceira, Giovinazzi bateu e o safety car virtual deu vez ao safety car real.

No fim daquela volta, a maioria entrou nos boxes para trocar os intermediários pelos lisos. Hamilton, Bottas, Raikkonen, Daniel Ricciardo e Max estavam entre eles. A vantagem que Vettel ganhou, ao usar o safety car virtual para fazer a troca a perdeu duas voltas mais tarde. Quando cruzou a saída dos boxes, Ricciardo, Raikkonen, Max e Bottas o haviam ultrapassado. O alemão estava em sexto. Mas Bottas rodou sozinho e caiu para o 12º, assim Vettel ficou em quinto.

Se de fato esse grupo tivesse de fazer o pit stop sem o safety car Vettel não teria perdido as posições e, mais importante, não ficaria tanto tempo atrás de carros mais lentos que o seu. Na hipótese de Hamilton sair dos boxes, na quarta volta, atrás de Vettel e diante do ritmo bastante parecido da Ferrari e da Mercedes, não seria nada fácil para o inglês ultrapassá-lo a fim de reassumir a liderança.

Poderíamos, sim, ter um andamento da prova semelhante ao de Melbourne, quando Vettel ganhou a liderança na operação do pit stop e não mais a perdeu. As circunstâncias que na Austrália jogaram a favor do piloto da Ferrari desta vez estiveram do lado de Hamilton.


Largada GP da China (Foto: Divulgação)


- Para responder rápido: as ultrapassagens estão difíceis na F1?

Não há piloto que negue. Mas e o que Max fez hoje, ao longo das 56 voltas, em Xangai?

Por causa de um problema na unidade motriz Renault, na classificação, o holandês não passou do Q1. Saiu da 16ª colocação no grid. Mas ao final da primeira volta já era sétimo. Na quinta volta, primeira depois de a maioria aproveitar o safety car para trocar os pneus intermediários pelos lisos, Max estava em quarto.

Com seus supermacios frios, ainda, Max ultrapassou Kimi de passagem, quase não houve disputa, para ser terceiro. Na 11ª volta deixou o companheiro, Ricciardo, para trás, e ficou em segundo. Com um carro um segundo mais lento por volta que o da Ferrari e a pista enxugando de vez, não havia como não perder a segunda colocação para Vettel.

Os 20 pilotos não inventam quando afirmam ser "quase impossível" ultrapassar hoje na F1 com a importância assumida pela aerodinâmica, como ela está afetando a possibilidade de um piloto seguir o outro de perto. O próprio Max já falou a respeito.

Mas há ocasiões como as primeiras voltas da prova, neste domingo, onde o que está mais em jogo é a habilidade, por causa da perda de aderência e redução da visibilidade, dentre outros fatores. As circunstâncias criam outra realidade. Um piloto com imenso talento, autoconfiança nas nuvens e um carro razoável, apenas, é capaz de chamar para si a responsabilidade e não perder a oportunidade oferecida para fazer todos esqueceram a dificuldade de ultrapassagem. Mais: nos faz torcer para chover na próxima etapa do campeonato. Ouviu Max?

Próxima etapa, não, por ser no deserto de Sakhir. É meio difícil chover lá. Uma pena. Mas que seja, então, em Sochi, na Rússia, dia 30. Por quê? Por ser uma garantia de que Max, como fez neste domingo e em Interlagos, em novembro, manterá a torcida de pé da largada à bandeirada. Seu menu de recursos é imenso. E estamos falando de um adolescente.

Darth Baric

Mensagens: 18028
Cadastro: 28/05/2012

Nível 5

Mensagem publicada em 13/04/2017 20:16
F1 renasceu
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6-3-3
E o seu time, o que anda fazendo?

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Mensagens: 20506
Cadastro: 21/04/2005

Nível 5

Mensagem publicada em 18/04/2017 19:42
Darth Baric
F1 renasceu

Pelo menos a Mercedes só parece ser soberana nos qualys, nas corridas ela parece levemente inferior à Ferrari
Assinatura
Salve o XV de Novembro!
Glorioso Esquadrão!
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