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02/12/2017 07:35

Petrobras na McLaren-Renault? O negócio pode sair. Entenda!

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Pandora da Fiel

Mensagens: 72380
Cadastro: 13/08/2009

Nível 7








As conversas entre o departamento de marketing da McLaren e da Petrobras não pararam, depois de as negociações para um acordo de patrocínio e fornecimento de gasolina, no início do ano, não terem dado certo, como atesta a visita de alguns dos seus integrantes ao Cenpes, o Centro de Pesquisa da Petrobras, no Rio, pouco antes da disputa do GP do Brasil, dia 12.

Diante da sua filosofia de associar o investimento ao desenvolvimento de tecnologia, não apenas de patrocínio, a Petrobras provavelmente estabeleceria o acordo apenas depois de sua gasolina estar próxima de ser aprovada nos rigorosos testes realizados pela Renault, a parceira da McLaren que substituirá a Honda em 2018. Mais para a frente, é possível que partisse para desenvolver também o óleo lubrificante.

Se no passado o combustível e óleo da F1 já eram complexos, apesar da aparente simplicidade das regras, agora na era das unidades motrizes híbridas eles se tornaram ainda mais específicos e difíceis de atenderem as severas exigências técnicas. Isso porque não apenas a potência da unidade motriz tem grande importância, senão a resistência.

Vimos este ano que a quebra da unidade motriz da Ferrari de Sebastian Vettel nos GPs da Malásia e do Japão teve peso decisivo da definição do título de Lewis Hamilton, da Mercedes. Na temporada que acabou domingo, em Abu Dhabi, os pilotos tiveram quatro unidades motrizes para as 20 etapas do campeonato. Em 2018 serão três unidades para 21 GPs.


Vettel sofreu com confiabilidade da Ferrari em 2017 (Foto: Getty Images)


A confiabilidade do equipamento recebe tão ou mais atenção que a necessidade de buscar mais cavalos, daí a relevância da gasolina e do óleo combustível nesse processo.

A Petrobras chegou a fazer testes da sua gasolina com a Honda, no banco de provas de Sakura, no Japão. É provável que se as conversas com o pessoal da McLaren progredirem, envie agora o produto pesquisado no Cenpes para a sede da Renault em Viry-Chatillon, ao sul de Paris, para novos experimentos.

Mas é um caminho longo e o tempo que a estatal ficou distante da F1 deverá lhe cobrar um alto preço nesse desafio.

O interesse em voltar a F1 é extremamente válido, sob todos os pontos de vista: voltar a aprender com o que existe de mais avançado do mundo e associar a marca, tão desgastada nos últimos anos, a um projeto, McLaren-Renault-Fernando Alonso, capaz de obter bons resultados. Mais: cria uma perspectiva para o Brasil voltar a ter pilotos na F1, abre portas. Há muita coisa em comum entre o que a Petrobras e a F1 fazem.


McLaren quer voltar a brigar por vitórias já no ano que vem (Foto: Reprodução/Twitter)


Se a estatal brasileira mandar mesmo sua gasolina para a Renault começar os estudos, ela será confrontada com a desenvolvida pela Esso Mobil Exxon, a parceira da montadora francesa desde dezembro do ano passado. A Esso Mobil Exxon está este ano nos carros da RBR, STR e Renault, equipes que competem com a unidade motriz francesa, mas que por muitos anos trabalharam com a Total.

Houve uma mexida importante nas relações entre os times e suas petroleiras de 2016 para cá. A Esso norte-americana deixou a McLaren, após ser sua parceira desde 1995, para se associar as três escuderias da Renault, a British Petroleum Castrol, britânica e iraniana, passou a fornecer o combustível e o óleo para a Honda. A Petronas segue com as equipes de unidade motriz Mercedes, a própria, Williams e Force India. A Shell, as com Ferrari, a própria, Haas e Sauber.

Outro desafio tanto para a Petrobras quanto para a McLaren é a burocracia existente hoje na estatal para estudar um acordo de parceria. Dá para imaginar como não seria, então, a assinatura do contrato, que no caso deveria ser de algo como US$ 10 milhões (R$ 34 milhões) por ano. Depois de nada menos de R$ 10 bilhões serem desviados da Petrobras nos escândalos de corrupção, agora a empresa vive o efeito rebote desse processo de liberdades gerenciais. São comissões que analisam tudo o que cerca os negócios.

A Petrobras esteve na F1 como patrocinadora e fornecedora de gasolina para a Williams de 1998 a 2008. Começou e parou com a Jordan um projeto de desenvolvimento de óleo lubrificante, em 2001 e 2002, curiosamente quando a Honda fornecia seu motor. E depois, só como patrocinadora, também na Williams, de 2014 até o fim de 2016, desestimulada com o suposto fim de carreira de Felipe Massa na F1.


Petrobras forneceu combustível para a Williams de 1998 a 2008 (Foto: Divulgação)


Ocorre que Nico Rosberg, campeão do mundo de 2016, surpreendentemente abandonou as pistas, Valtteri Bottas, da Williams, foi para a Mercedes e Massa permaneceu na Williams. Mas a Petrobras já havia deixado o time inglês.

No tempo em que se associou a Williams, a empresa foi elogiada por Frank Williams, fundador e sócio da escuderia. E mesmo pelo líder do projeto da BMW, Mario Theissen, parceira da Williams de 2000 a 2005. Como mencionado, isso ocorreu depois de um tempo de aprendizagem e desenvolvimento da Petrobras, com um grupo que foi desfeito.

Darth Baric

Mensagens: 19493
Cadastro: 28/05/2012

Nível 5

Mensagem publicada em 03/12/2017 18:25
Sette campeão do mundo na Renault
Assinatura
6-3-3
E o seu time, o que anda fazendo?

The Sun_

Mensagens: 1859
Cadastro: 02/06/2012

Nível 2

Mensagem publicada em 08/12/2017 20:52
A Petrobras não tem força pra escolher um piloto nem com 5 anos de combustível grátis
Assinatura
Ote-toi de mon soleil.
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