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15/04/2017 12:19

Villeneuve apoia Alonso e diz que quem tem medo das 500 Milhas não é piloto

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O GP de Bahrein reúne várias atrações de grande interesse, como mais um capítulo da luta ponto a ponto entre Lewis Hamilton, da Mercedes, e Sebastian Vettel, Ferrari, pela liderança do campeonato. Ninguém questiona. Mas ainda repercute muito no paddock do Circuito de Sakhir, onde neste sábado será realizada a sessão de classificação do GP de Bahrein, a notícia bombástica de que Fernando Alonso, da McLaren-Honda, não correrá em Mônaco para disputar as 500 Milhas de Indianápolis, dia 28 de maio.

Há quem veja a iniciativa com reservas, como a maioria dos colegas na F1, e quem considera "algo sensacional", como Jacques Villeneuve, hoje comentarista de F1 das TVs francesa e italiana. E ele sabe o que fala. Em 1995, com apenas 24 anos, o filho de Gilles Villeneuve venceu as 500 Milhas de Indianápolis e em 1997 tornou-se campeão do mundo na F1, com a Williams.


Jacques Villeneuve apoia decisão de Alonso de disputar as 500 milhas (Foto: Getty Images)


"Fernando tem aquilo (com as mãos simboliza duas bolas, para dar a entender coragem), tem grande força mental, talento, é inteligente e apaixonado pelo que faz. Fantástico! Ótimo para ele e para a Indy 500", diz o canadense. "Eu não entendo quando ouço dizer aqui que é perigoso, os riscos são elevados. Sim, mas se você é piloto e há tantos outros lá competindo não pode ter medo. É piloto ou não, que história é essa?"

O estilo Villeneuve de ser é esse. Em 1998, na F1, na equipe Williams, e no ano seguinte, na BAR, ele sofreu acidentes pavorosos na curva Eau Rouge, em Spa-Francorchamps, que não sobrou nada do carro. Foi para o centro médico e pouco depois, liberado, parecia não ter acontecido nada. "Medo? Não." Participou regularmente da sequência da programação do evento.

Seu discurso é único: "A gente tem de entender que é o risco de acontecer algo que leva meio milhão de pessoas para o autódromo. Faz parte da natureza humana. E o Fernando está nas melhores mãos possíveis para correr em Indianápolis". A equipe Andretti Green é, basicamente, a mesma com a qual Villeneuve não só venceu a prova mais famosa do mundo como conquistou o título da Fórmula Indy naquela temporada.

Bem amparado

Michael Andretti, campeão da Fórmula Indy em 1991 e com passagem desastrosa pela F1, em 1993, como companheiro de Ayrton Senna na McLaren, é quem está montando a estrutura para a sua ex-escuderia da F1 disponibilizar a Alonso o carro a fim de disputar a 101ª edição das 500 Milhas.

"Eles te dão todo tipo de apoio, fornecem toda a condição para você disputar a corrida com chances de andar bem. É só ver o que eles fizeram com o Kurt Bush. Nunca tinha andado de monoposto, correu só na Nascar, e competiu superbem na Indy 500", lembra o canadense. Bush foi campeão da Nascar, em 2004, e em 2014 decidiu disputar as 500 Milhas de Indianápolis.

O grupo coordenado por Michael Andretti o preparou tão bem que terminou a prova de 2014 em sexto. "Repito, ele não tinha nenhuma experiência fora da Nascar. E o Fernando tem quantos anos de F1?", questiona Villeneuve. Alonso, os 35 anos, tem 14 temporadas como piloto titular na F1, dois títulos, 32 vitórias, 97 pódios e 22 pole positions.


Alonso e Zak Brown: participação na Indy nasceu de piada (Foto: Reprodução)


A Andretti Motorsport tem quatro vitórias nas 500 Milhas. Em 2005, com Dan Wheldon, 2007, Dario Franchitti, 2014, Ryan Hunter-Reay, e 2016, Alexander Rossi.

Para Villeneuve, o asturiano se cansou da mesmice da F1. "Por que a maioria não é de pilotos pagantes na Indy 500? Porque tem o risco. E o papai não dá dinheiro para o filho correr num lugar onde ele pode se machucar. Enquanto isso, na F1, quais os riscos, hoje? Quase não existem. E o que acontece. Está cheio de piloto pagante."

Para Villeneuve, parte da espetacularidade das 500 Milhas de Indianápolis vem da tensão gerada pela corrida, pelas inúmeras variáveis que interferem no resultado, "absolutamente impossível de ser previsto".

O exemplo de Lauda

A F1 teve a sua época de 500 Milhas, nesse sentido. O ex-piloto da Williams, BAR, Renault, Sauber e BMW, com 165 Gps de F1 no currículo, conta uma história. "Veja o exemplo do Niki Lauda. No começo dos anos 70 ele pediu dinheiro para a família para começar a correr e chegar na F1. Mas naquele tempo os pilotos morriam, em caso de acidente minimamente sério. A família negou. Ele teve de se virar por conta própria."

O ex-piloto austríaco, mais tarde três vezes campeão do mundo e hoje sócio e diretor da equipe Mercedes, pediu um empréstimo bancário. "E seu pai disse a ele que não seria mais seu filho se seguisse a carreira de piloto", lembra Villeneuve.

Para o controverso canadense, é possível resumir o interesse de Alonso em uma frase: "Ele sabe que na Indy 500 você tem muito a vencer e muito a perder. Se ganhar põe US$ 2 milhões (R$ 6,3 milhões) no bolso e fica mais famoso. Do outro lado há os riscos. Mas, como falei, você não pode ser considerado um piloto se decidir não correr lá por causa disso".

Logo em seguida à conversa com Villeneuve, o repórter do GloboEsporte.com encontrou o norte-americano Danny Sullivan, piloto convidado pela FIA para compor o quadro de comissários desportivos do GP de Bahrein. Como Villeneuve, ele tem experiência para falar da decisão de Alonso. Correu em 1983 na F1, pela Tyrrell, e fez carreira mesmo nos Estados Unidos, onde venceu as 500 Milhas de Indianápolis de 1985 e o campeonato da Fórmula Indy de 1988, ambos pela Penske.

"Fernando me viu e disse que deseja conversar comigo. Vamos ter um bom papo. Ele tem de entender que a bandeira amarela na Indy 500 determina o vencedor. Não é como na F1, onde os pilotos não reduzem a velocidade. Lá tem de diminuir para valer. E as relargadas são fundamentais. Fernando terá muito o que aprender", disse Sullivan.

Sullivan, conselheiro

Nesse momento da minientrevista chegou Damon Hill, campeão do mundo na F1 de 1996, com a Williams, para também falar com Sullivan. O pai de Damon, Graham Hill, tem a fenomenal tríplice coroa. Venceu as 500 Milhas de Indianápolis, em 1966, as 24 Horas de Le Mans, 1972, e o GP de Mônaco em cinco ocasiões, de 1963 a 1965 e 1968 e 1969.

"Meu pai corria por paixão, não por dinheiro. Vi images da corrida dele e de Jim Clark (vencedor em 1965 da Indy 500), e eles controlavam o carro derrapando nas quatro rodas, naquela velocidade, é impressionante." Damon concorda que é porque a importância da aerodinâmica era bem pequena. "Imagina que eles corriam sem aerofólios."

A F1 também tem exemplos de exigir elevada coragem dos pilotos, por essa razão Damon não crê que, nesse sentido, o desafio seja maior para Alonso. "Nós corremos na chuva em Spa, em Monza, onde os riscos são elevadíssimos." Se o piloto perde o controle do carro, explicou, não há como reduzir a velocidade do impacto nas barreiras de proteção, sendo que o impacto será também em altíssima velocidade e em um ângulo imprevisível.

O que não é o caso de Indianápolis, em que, em geral, a trajetória do choque é na grande maioria das vezes previsível, e por isso mesmo foram tomadas medidas para aumentar a segurança, tanto nos carros como no circuito, a exemplo do cockpit mais fechado e do softwall, ou muro retrátil, destinado a absorver parte da energia do choque.

Sobre se tomaria a mesma decisão de seu pai e de Alonso, largar nas 500 Milhas de Indianápolis, Damon respondeu: "Se eu tivesse 25 anos, sim. Aos 35 (como Alonso), não".


http://globoesporte.globo.com/motor/formula-1/livio-oricchio/noticia/villeneuve-apoia-alonso-e-diz-que-quem-tem-medo-das-500-milhas-nao-e-piloto.ghtml
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Mensagem publicada em 16/04/2017 21:10
O fato é que a Indy é bem fraquinha hoje em dia. Aliás, são quase 20 anos da Indy como um torneio menor, valendo só pela fama das 500 milhas
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Salve o XV de Novembro!
Glorioso Esquadrão!

Darth Baric

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Mensagem publicada em 21/04/2017 18:56
Putz, acabei de postar a mesma notícia
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E o seu time, o que anda fazendo?
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